O Blog


Ainda que parássemos para fechar os olhos durante um minuto, saberíamos tão convictamente que a luz estaria aqui quando os abríssemos novamente, que a escuridão passaria quase que despercebida, como quem come sem olhar para o prato. Toda a sua certeza em uma fração de tempo, é depositada no fato internalizado de que, tão logo abra os olhos, será invadido pelo brilho da tela. Eu costumo fazer algo semelhante quando eu fico com medo do escuro às vezes. Tento imaginar o meu quarto como se a luz estivesse acesa. É evidente que não funciona. Sempre vai ter um homem escondido perto do guarda roupa, que vai começar a andar bem devagarzinho pra perto da minha cama. Mas aí eu acendo a luz e... pronto. Ele desaparece no mesmo instante como um vampiro virando pó.

O que eu quero dizer é que da mesma maneira como somos capazes de saber que há luz, apesar da escuridão, e que somos invadidos pela paz e segurança, à menção de sua presença, eu penso que a vida está repleta de pontos luminosos, escondidos, irradiando ou refletindo pequenas quantidades de luz que inspiram e aquecem. De fato, é por isso que este blog se chama  Quanta Luz. É um trocadilho que me permiti fazer em referência ao quanta, as partículas de energia radiante estabelecidas pela física quântica. Pequenos pacotes de luz. É provável que traze-las, ou somente identificá-las, faça parte de uma excursão particular. Bem como é provável que isto toque no conhecimento e conjunto moral abarcado pela doutrina espírita e/ou discursos filosóficos, algumas vezes mais diretamente que outras. O que eu não quero e nem devo é guardar pra mim tudo o que possa vir a descobrir, ver, sentir ou entender, que seja relativo também a todos nós que orbitamos esta vida. E, sem mais, é por essa razão que preciso de você que me lê, junto comigo. De pouco serve o que não é compartilhado.






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